A grande questão é que agora os campeonatos brasileiros possuem datas definidas antecipadamente, devido a implementação do regulamento de pontos corridos. Com isso, pode-se passar para o investidor que o clube terá exposição até o final do ano, mesmo que não seja campeão. O sócio-torcedor, não precisa mais pagar a mensalidade e correr o risco de não assistir a nenhum jogo de seu clube.
Outro ponto importante é que agora quando um clube grande fica em último, ele tem que jogar a Série B, algo que não acontecia no passado. Ou seja, agora cumpre-se a risca o regulamento. Isso dá muito mais credibilidade ao campeonato, com isso o patrocinador pode ficar tranqüilo em seu investimento. Por conta disso, grandes clubes começaram a jogar a Série B, o que a tornou muito mais atrativa. Hoje joga-se em dias alternativos como terças e sextas, por causa da segunda divisão. A mesma está se fortalecendo cada vez mais, possui patrocinadores, direitos de TV são repassados aos clubes, entre outros fatores. A série B ganhou tanta importância que foi criada a Série C também com 20 clubes ao estilo das outras divisões, além da Série D que é hoje o que foi a C no passado. O regulamento da terceirona, ainda não é por pontos corridos. Os jogos devem ser transmitidos para a TV fechada em horários alternativos as Séries A e B.
O mercado esportivo vem ganhando força com tudo isso. O aumento no valor das cotas de patrocínio e os direitos de TV são provas que existe um bom produto. Os grandes clubes já começam a valorizar seu departamento de marketing e seu patrocinador já não mais uma mera marca na camisa. Mesmo sabendo que há muito que melhorar, pode-se notar uma evolução. E para se construir um prédio, primeiro se constrói a base. São com esse tipo de ações que formarão a base para se construir o prédio da excelência da gestão esportiva no Brasil.
Invasão de campo
Em seguida, Thiago Brasil, Diretor de Comunicação do IBME, presidiu a mesa de Debates que discutiu a “Gestão profissional do vôlei brasileiro”. Com o tema em alta, principalmente pela batalha que se formou entre as equipes e a Rede Globo (a respeito da citação ou não do nome das empresas patrocinadoras por parte da emissora), Rafael Plastina (Informídia), Renan Dal Zotto (Cimed) e Djalma Cardoso (Unesporte) tiveram muito o que falar durante as duas horas de debate. 
Pra finalizar o dia com chave de ouro, João Nilson Zunino, presidente do Avaí FC, apresentou o case do clube, com informações que foram desde o fundamento da equipe até o atual momento, com a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e o título de Campeão Catarinense de futebol, após um jejum de 12 anos sem levantar o troféu.