segunda-feira, 30 de março de 2009

A Marca Ronaldo

Não se fala em outra coisa no futebol brasileiro do que a volta de Ronaldo ao futebol brasileiro atuando pelo Corinthians. Uma iniciativa inovadora para o mercado nacional, onde está sendo explorado as propriedades de marketing para angariar recursos para cobrir o milionário contrato do atleta.
Esse tipo de ação só vem de encontro ao meu otimismo com o marketing esportivo, principalmente brasileiro, que começa a dar passos mais largos e a pensar no esporte como negócio. Acredito que se quebra um paradigma e definitivamente o marketing começa a ter seu verdadeiro e fundamental papel. Mesmo que alguns clubes relutem, se tornou uma via sem volta. Não pensar nisso é ir contra a maré e desperdiçar oportunidades. Fato que neste mundo cada vez mais competitivo, significa perder mercado e ser engolido pelos outros.
Dessa forma, um ponto especificamente tende a crescer muito no meu ponto de vista que é o licenciamento. Mal explorado no Brasil até agora. Com sérias dificuldades de sobrevivência devido a pirataria. A prática deve gerar uma boa receita, sobretudo para o Corinthians que está explorando muito a imagem de Ronaldo na busca de novas fontes de renda.
Com tudo isso, o cenário do marketing esportivo está montado. E cada vez mais se torna importante que os clubes fortaleçam seus departamentos de marketing com profissionais de qualidade. Trabalhando o mix de marketing em prol dos objetivos de suas organizações e ativando seu lado criativo ao extremo. A “guerra” pretende ser bonita e sadia, quem ganhará com isso é o esporte.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sports Marketing & New Media

IBME é Media Partner do Congresso “Sports Marketing & New Media - 2009 Barcelona”.

O evento que acontecerá em Junho na Espanha, terá a presença de renomados executivos, tanto do mercado corporativo (patrocinadores) como também dos clubes (patrocinados).

O “Sports Marketing & New Media” vai tratar do esporte na era digital, e abordará o marketing esportivo e as novas formas para melhorar as práticas comerciais, e ainda, trabalhar em cima do conceito torcedor/consumidor.


Acesse o Link e confira:

http://www.sports.iconeventsinternational.com/


Eduardo Oliveira
Diretor de Pesquisa
IBME

terça-feira, 3 de março de 2009

Departamento de Marketing?

Em novembro de 2008, a Maquina do Esporte nos informou que o novo presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil iniciou seu trabalho por um processo de saneamento financeiro. Com a idéia de economizar, o departamento de marketing foi desativado, onde o então diretor Álvaro Cotta, juntamente com todos os funcionários, foram demitidos.

Como explicação para o caso, Kalil disse que pegou o clube em uma situação bastante complicada, e que não teria tempo para pensar em marketing, e exclamou ainda: “não dá para fazer marketing sem um time de futebol”.

Em linha paralela, Meio & Mensagem on line acaba de nos informar que o Ponto Frio, rede varejista também extinguiu a diretoria de marketing. A então diretora Valéria Carrete deixou a empresa após coordenar uma das maiores disputas de concorrências do ano passado, que terminou na divisão da conta publicitária da empresa entre a Fala e a DM9DDB. O Ponto Frio informa que tudo faz parte de um programa de cortes de gastos, onde outras diretorias também desapareceram.

Diante dessas situações, sobram alguns pontos para refletirmos:

Primeiro, o departamento de marketing foi feito para gastar dinheiro ou criar meios de aumentar a lucratividade da empresa? Na minha opinião, ele cria meios para o aumento da lucratividade. O problema é que, em algumas empresas, os departamentos de marketing investem sem saber onde estão aplicando a verba, e conseqüentemente não obtém o retorno esperado. No entanto, falando do marketing esportivo, a indústria moderna do esporte já tem ferramentas que auxiliam no planejamento estratégico de marketing. Existem pesquisas como, por exemplo, a Sport Track, que mapeiam os hábitos de consumo das pessoas no esporte, ou seja, com essa ferramenta é possível localizar seu target, seus concorrente e, por conseqüência, otimizar os recursos e mensurar resultados.

Segundo, Num momento de crise econômica, a empresa não deve parar de se comunicar com o mercado consumidor. Mas será que as empresas que deram fim ao marketing terão possibilidades de “reconquistar” a confiança do consumidor?

Pois é... Esses são alguns, entre os muitos pontos a serem analisados perante as circunstancias que o mercado nos deixa...

segunda-feira, 2 de março de 2009

A importância do marketing tradicional para o marketing esportivo

No Brasil, muitos profissionais ainda não se deram conta da importância do marketing tradicional para o marketing esportivo. Um dos principais motivos é que a maior parte dos profissionais que atua na área esportiva são advogados, jornalistas, bacharéis em educação física e ex-atletas, que em suas formações tiveram pouco ou nenhum estudo sobre o marketing tradicional. Dessa forma, a prática do marketing esportivo no país é realizada de forma empírica e sofre por não ter um embasamento necessário, fato este que possui sérias conseqüências para o meio, pois além de não conseguir desenvolver esta prática de forma profissional e eficiente, ainda arranha a imagem da indústria esportiva diante de investidores em potencial.
Deve-se pensar que o marketing tradicional está para o esportivo como o tijolo e o cimento estão para a construção civil. Ou seja, é a base de tudo. Sem esse alicerce não se pode dar sustentação a uma casa ou um prédio. O mesmo ocorre no marketing esportivo. Portanto, o fato de um atleta ter sido um grande jogador de basquete, ter sido um exímio pontuador de três pontos ou artilheiro de sua equipe de handball não o credencia a ser um grande profissional de marketing.
Por isso, o marketing esportivo é muito mais marketing que esporte, muito mais técnica que emoção. Deve-se adaptar as ferramentas do marketing tradicional ao marketing esportivo e não o contrário. É lógico que o fato de uma pessoa conviver bastante tempo com o esporte facilita muito, desde a percepção do meio até os contatos feitos durante sua carreira profissional. No entanto, sem os fundamentos do tradicional seria o mesmo que querer que alguém ande de bicicleta sem conseguir ficar em pé nela.
Portanto, o objetivo não é discriminar os profissionais que não têm formação em marketing para trabalharem com marketing esportivo, mas sim alertar para que essas pessoas que almejam algo no meio procurem estudar marketing antes de qualquer coisa. Sendo assim, depois que tiverem um bom embasamento no marketing tradicional, elas poderão usufruir de todas as ferramentas e dispor de mais subsídios que suas carreiras de origem lhes propiciaram. Conseqüentemente, elas poderão ser profissionais diferenciados no mercado, pois conhecerão os fundamentos de marketing além de outros conhecimentos que poucas pessoas do meio possuem. Neste caso, poderão ter um grande futuro profissional, mas antes de tudo, estudem marketing.
Rafael Zanette
Vice-Presidente do IBME &
Diretor de Marketing