sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

MEDALHA AZUL SAMSUNG

Dando continuidade aos cases vencedores do Marketing Best de 2008, segue o belíssimo trabalho da Samsung.

Na próxima semana, apresento o case da Unimed Brasil, parceiro oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
MEDALHA AZUL SAMSUNG: Esse trabalho teve como objetivo dar continuidade ao bem sucedido projeto “Medalha Azul Samsung”, iniciado em 2007 com o patrocínio dos Jogos Pan Americanos, no Rio de Janeiro, transformando essa campanha em uma estratégia ampliada de branding. Ao mesmo tempo, expandir o conceito da Medalha Azul Samsung para todo país, aumentando a relação emocional com a marca e preparando o formato para os Jogos Olímpicos de Pequim. Em 2008, o modelo de campanha foi mantido com o patrocínio de 10 atletas, porém para essa nova etapa do projeto, os desafios não se davam na estrutura da campanha, mas na forma de como utilizá-la.

Com existia uma defasagem de fuso horário dos Jogos Olímpicos, apareceu a oportunidade de produzir um conteúdo jornalístico relevante de qualidade e exclusivo, aproveitado para formatar novos elos de relacionamento com clientes, consumidores e público alvo. Então, além do relacionamento com clientes, a Samsung usou esse projeto nos principais lançamentos da empresa linkados ao patrocínio esportivo e explorou a acessória de imprensa, ação com parceiros comerciais, atividades em PDV, entre outras.

Os resultados desse projeto foram excepcionais. O Time Medalha Azul Samsung alcançou 100% de eficiência, já que 8 atletas alcançaram o índice olímpico e conquistaram 7 medalhas, sendo 1de ouro, 4 de prata e 2 de bronze. Com relação às campanhas de incentivo de vendas e promoções registrou-se um aumento de 256% na comercialização da linha de áudio & vídeo; relacionamento com 9 grandes redes do varejo e mais de 13 mil vendedores participantes. E não pára por aí, em relação ao retorno de mídia espontânea, houve 18,7 mil horas de exposição da marca em mídia eletrônica, 8,5 mil páginas em mídia impressa, média de 5 aparições diárias nos principais veículos de comunicação.
Sucesso do começo ao fim. Desde a iniciativa de apoiar o esporte, até a profissionalização de gerar ótimos resultados e otimizar o investimento do marketing esportivo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

“Gasolina Petrobras. Testada nas pistas. Aprovadas por você”

Continuando com a invasão do Esporte no mercado publicitário, apresento abaixo outro case vencedor do Marketing Best 2008.

Na próxima semana postarei o case Medalha Azul da Samsung.

PETROBRAS, CAMPANHA FÓRMULA 1 2007: A problemática deste case girava em torno da “Confiança”. A Petrobras focou nos atributos tecnológicos da F-1 para seus combustíveis de alto desempenho. Dessa forma foi ativado o patrocínio da equipe AT&T Willians com o conceito: “Gasolina Petrobras. Testada nas pistas. Aprovadas por você”. E pensando no futuro, a Willians também vira a vitrine do biocombustível brasileiro para o mundo. Esse foi um importante marco da Petrobras em seu plano de comunicação, e com isso ela mostrou ao mundo a importância dos investimentos na F-1 como laboratório de tecnologia.

Na execução desse trabalho, houve um investimento da ordem de R$ 7 milhões, para a campanha publicitária, realizada pela agência F/Nazca, que fez os filmes e spots de rádio. A campanha publicitária foi acompanhada de um investimento de R$ 9,5 milhões para a ativação desse trabalho, onde ocorreram diversas ações promocionais, realizadas durante a semana do Grande Prêmio Brasil 2007 de Fórmula 1. Dentre essas ações destacam-se: ações nos aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo, evento Petrobras Esporte Motor, Promoção “Você no Box da Williams, em parceria com a revista Superinteressante, sampling no Jorna Destak, Promoção Arquibancada VIP no GP Brasil, show de F1 nos céus de São Paulo através da ação “Tático Móvel”, Promoção Quizz – Vivo Wap e hotsites, dentre outros.

A campanha foi bastante rentável e agregou valor à marca Petrobras junto ao consumidor e demais público-alvo. As provas serviram como outdoor para o biocombustível brasileiro e repercutiu a confiabilidade em torno do investimento da F-1 como laboratório para garantir a qualidade dos seus produtos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

UMA PAIXÃO MUNDIAL

Transformar uma marca em paixão. Imagino que este seja o maior propósito de toda e qualquer empresa que esteja no mercado, desde as pequenas e que estão surgindo agora até as consagradas e grandes marcas mundiais. É notório que algumas delas fazem isto com uma eficiência e perspicácia muito grande, como Nike, Coca Cola, Harley Davison, Adidas entre outras muitas. Entretanto existe aqui um grande problema: como conseguir transformar uma marca em paixão.
Isto sim é o grande desafio para os profissionais de marketing de todo o mundo. Podemos dizer que os caminhos são vários, é fato. Mas, efetivamente qual é o melhor caminho para alcançar este objetivo – transformar uma marca em paixão. Desde quando a Popcorn surgiu, há quatro anos atrás, este é um desafio que constantemente nos deparamos com ele. Já descobrimos que os caminhos são vários, aproximarmos da cultura, fazer comunicação tradicional, inovar nas ações de marketing, enfim os caminhos são diversos, mas um deles nos tem chamado muita atenção - O Marketing esportivo. Desde quando passamos a atender a FIAT no Marketing Esportivo em Minas, enxergamos, ainda mais, que o caminho do esporte aproxima as marcas da paixão das pessoas, e percebemos que estar junto a atletas, clubes e eventos esportivos é uma ferramenta de marketing extremamente eficiente. Também detectamos uma situação ainda mais promissora. Essa ferramenta é pouco utilizada no planejamento de marketing das organizações no Brasil e ainda menos em Minas.
O desafio aqui não é simplesmente estampar uma marca no peito de uma camisa, ou patrocinar um atleta, ou simplesmente estar num evento esportivo, e sim entender que não existe melhor momento de aproximar sua marca do seu consumidor quando você está inserido num contexto esportivo onde as pessoas gritam, se emocionam, choram, enfim, se envolvem com sua empresa.
Imagine bem a marca da sua empresa na estampa da camisa do Ronaldo na semana passada?
Fred Albuquerque – Diretor da Popcorn Comunicação e Marketing
Professor de Marketing da FGV – BH.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A Indústria do Esporte no Marketing Best

Que o mercado voltado ao Marketing Esportivo vem crescendo, isso não há dúvidas. Muitos fatores apontam para a profissionalização do setor, como por exemplo a mídia, que a cada dia precisa mais do esporte como conteúdo para o espectador, que direta ou indiretamente é consumidor do universo esportivo, seja como mero torcedor do futebol aos finais de semana, ou como atleta das caminhadas matinais. Outro ponto são as Agências de Marketing Esportivo que vem apresentado ótimos resultados aos seus clientes com cases esportivos, que muitas vezes superam as projeções de ROI, fazendo com que o investimento fique cada vez mais interessante.

Para ilustrar melhor, usarei uma referência no mercado publicitário, o Prêmio Marketing Best, que acontece anualmente e para premiar as empresas que mais se destacam no planejamento e execução das estratégias de Marketing de seus produtos e/ou serviços. Esse evento começou em 1988, mas só em 2003 começaram a surgir cases esportivos entre os premiados. O primeiro foi o projeto “Sócio Torcedor” do São Paulo Futebol Clube. E já em 2008 foram quatro cases esportivos ente os vencedores, dois deles oriundos dos jogos Olímpicos de Pequim, que de certo modo impulsionou a indústria moderna do esporte.

Com grande repercussão em 2008, o case da ESPN, o X Games Brasil, apareceu entre os vencedores do Marketing Best.

ESPN X Games Brasil 2008: O X Games nasceu em 1995 nos EUA, com a proposta de ser o principal evento de esportes de ação do planeta. Com mais de 40 edições divididas entre edições de Inverno e Verão, a ESPN transformou o evento na maior marca radical e de atitude jovem do mundo. E nesse case, a campanha de comunicação tinha como objetivo tirar o X Games do nicho de esportes de ação e torná-lo um evento cobiçado pela mídia, pelo público e por patrocinadores.

E como plano para alcançar seus objetivos, O X Games Brasil contou com muitas opções de entretenimento, lojas e shows das bandas CPM 22 e Charlie Brown Jr., clínica de skate street e apresentações especiais e competidores de níveis altíssimos. Sem contar os prêmios em dinheiro, que superaram cifras de grandes eventos tradicionais no calendário brasileiro, como a tradicional Corrida de São Silvestre e as provas da Stock Car. Para melhorar ainda mais, também foram montadas tendas no evento para comercialização de Produtos Licenciados da marca X Games.

Isso tudo gerou um ótimo resultado. O ESPN X Games Brasil 2008, em sua primeira edição, não só atingiu o seu objetivo como foi além. Foi o maior evento de esportes radicais realizado no país e já pode ser considerado o segundo maior evento de esportes radicais do mundo. O X Games, com a participação da ReUnion, agência de Marketing Esportivo, atraiu mais de 44 mil espectadores aficionados por adrenalina. E na mídia, no total foram 26 horas de transmissão ao vivo em dois Canais de TV, com transmissão para mais de 100 países e 110 milhões de pessoas, e na Internet, com 350 mil acessos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Honda Motor abandonará a Fórmula 1

No dia 10 de outubro, informei aqui neste Blog sobre a crise financeira mundial e sua interferência no orçamento de marketing das empresas para o ano de 2009.

E parece que a situação apertou bastante na Honda, pois a mesma anunciou oficialmente a sua saída da F-1. A crise financeira mundial é a principal justificativa. E Segundo Takeo Fukui, presidente da companhia, a escuderia está à venda, e acrescenta que a incerteza a curto prazo que cerca o panorama econômico global segue crescendo e especula levar um certo tempo para que a Honda se recupere.

Realmente esse ano não foi um dos melhores para a escuderia. Apesar de estar desde 1964 na F-1, nesta temporada seu desempenho nas pistas deixou a desejar, seu melhor resultado foi um terceiro lugar com Rubens Barrichello, no GP da Inglaterra. O brasileiro terminou a temporada com 11 pontos, enquanto Button fez apenas três. E para piorar a situação, em muitas entrevistas os pilotos apareciam com criticas em relação aos carros da escuderia, ou seja, se o maior testemunhal da marca crítica seu produto, qual será o desempenho de venda nas montadoras?

Diante desse cenário, algumas partes saem prejudicadas, além da própria Honda. Entre elas estão a F-1, o mercado profissional de marketing esportivo e os pilotos Rubinho, experiente na categoria, Bruno Senna e Lucas di Grassi, que vêem o fim do sonho de ingressar na categoria no próximo ano. Os dois estavam participando de testes da escuderia japonesa para a temporada 2009.

E não pára por aí, alguns acionistas da Honda ainda pensam em colocar em risco o futuro de sua equipe de motociclismo de competição.

Deste modo vemos que o mercado do business dos esportes precisará de fôlego para agüentar essa onda, porém alguns economistas nos dão segurança, e reforçam a tese de retomada e até o fim do primeiro semestre de 2009, onde as coisas tendem a se normalizar. O maior problema em torno disso, são as empresas que fatalmente foram atingidas, principalmente o setor automotivo e a construção civil.