Em um breve levantamento dos patrocinadores dos principais clubes de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro, encontram-se empresas de diversos segmentos, como por exemplo: Tecnologia, Montadoras de automóveis, Petrolíferas, Financeiras, entre outras. Já Na Fórmula 1 não é muito diferente. É óbvio que as petrolíferas têm muito interesse nesse tipo de esporte, mas em um contexto geral em ambos os esportes, encontram-se empresas dos mesmos segmentos. E em alguns casos há empresas que patrocinam as duas modalidades. O Banco Santander é um ótimo exemplo, ele está presente no Futebol e na Fórmula 1.
Investindo nas duas modalidades, o Banco Santander está preparado para fazer parte das instituições financeiras mais lembradas do país. Para tanto o grupo oficializou a compra da marca ABN Amro / Banco Real, com isso o Santander passou a ser o 4º colocado em ativos no mercado nacional. E para se firmar no Shop List do mercado consumidor a patrocinadora oficial da Copa Libertadores da América, trouxe o Pelé como garoto propaganda de diversas ações publicitárias. Segundo o presidente do Santander Brasil, José Paiva Ferreira, em 2009 o banco trará a paixão do futebol cada vez mais próximas dos negócios, pois o banco espanhol tem produtos para tais necessidades.
Diferente do Futebol, que é utilizado como uma estratégia regional para o marketing da empresa, neste caso limitando suas forças nas Américas, o patrocínio na Fórmula 1 apresenta maior abrangência, pois sua visibilidade é mundial devido a grande cobertura de mídia. Só para se ter uma idéia, em 2009, fisicamente a Fórmula 1 estará presente em 20 países, sendo 10 provas no continente europeu e outras 10 divididas nos outros continentes. Isso explica o empenho do grupo nos investimentos na Fórmula 1.
Deste modo, o banco cultiva a imagem de uma instituição séria, passando credibilidade aos seus investidores, por isso criou-se a necessidade de associar sua marca a um mercado mais dinâmico e tecnológico. Ou seja, o grupo uniu suas forças na popularidade do futebol, incorporando também o profissionalismo e a eficiência da Fórmula 1.
Devido à profissionalização da gestão esportiva, as empresas começaram a ver novas possibilidades ao utilizar essa plataforma como ferramenta de marketing. E dessa forma começaram a interagir de maneira eficiente com seu target, pois é evidente que esporte tem muito a oferecer em termos de ações de marketing, ações que vão desde retorno em visibilidade até relacionamento com clientes. Portanto, as empresas começam a enxergar o patrocínio esportivo como uma plataforma mais abrangente de comunicação.



