sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Fórmula 1 dos Negócios

No ritmo do GP Brasil de F1 e na reta final do Campeonato Brasileiro de Futebol, achei muito oportuno unir esses dois esportes em uma discussão.

Em um breve levantamento dos patrocinadores dos principais clubes de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro, encontram-se empresas de diversos segmentos, como por exemplo: Tecnologia, Montadoras de automóveis, Petrolíferas, Financeiras, entre outras. Já Na Fórmula 1 não é muito diferente. É óbvio que as petrolíferas têm muito interesse nesse tipo de esporte, mas em um contexto geral em ambos os esportes, encontram-se empresas dos mesmos segmentos. E em alguns casos há empresas que patrocinam as duas modalidades. O Banco Santander é um ótimo exemplo, ele está presente no Futebol e na Fórmula 1.

Investindo nas duas modalidades, o Banco Santander está preparado para fazer parte das instituições financeiras mais lembradas do país. Para tanto o grupo oficializou a compra da marca ABN Amro / Banco Real, com isso o Santander passou a ser o 4º colocado em ativos no mercado nacional. E para se firmar no Shop List do mercado consumidor a patrocinadora oficial da Copa Libertadores da América, trouxe o Pelé como garoto propaganda de diversas ações publicitárias. Segundo o presidente do Santander Brasil, José Paiva Ferreira, em 2009 o banco trará a paixão do futebol cada vez mais próximas dos negócios, pois o banco espanhol tem produtos para tais necessidades.

Diferente do Futebol, que é utilizado como uma estratégia regional para o marketing da empresa, neste caso limitando suas forças nas Américas, o patrocínio na Fórmula 1 apresenta maior abrangência, pois sua visibilidade é mundial devido a grande cobertura de mídia. Só para se ter uma idéia, em 2009, fisicamente a Fórmula 1 estará presente em 20 países, sendo 10 provas no continente europeu e outras 10 divididas nos outros continentes. Isso explica o empenho do grupo nos investimentos na Fórmula 1.

Deste modo, o banco cultiva a imagem de uma instituição séria, passando credibilidade aos seus investidores, por isso criou-se a necessidade de associar sua marca a um mercado mais dinâmico e tecnológico. Ou seja, o grupo uniu suas forças na popularidade do futebol, incorporando também o profissionalismo e a eficiência da Fórmula 1.

Devido à profissionalização da gestão esportiva, as empresas começaram a ver novas possibilidades ao utilizar essa plataforma como ferramenta de marketing. E dessa forma começaram a interagir de maneira eficiente com seu target, pois é evidente que esporte tem muito a oferecer em termos de ações de marketing, ações que vão desde retorno em visibilidade até relacionamento com clientes. Portanto, as empresas começam a enxergar o patrocínio esportivo como uma plataforma mais abrangente de comunicação.

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